quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Desejo


A sede do corpo aumenta durante o dia,

Devido ao fruto proibido,

O beijo é o mais almejado….

Sonhar com ele?...

Faz-me ter dolorosos espasmos no coração…

Devido a esta estranha alquimia…

O maior desejo é….

No fim de mais um dia…

Unir-me a ti em forte abraço



NADA MAIS IMPORTA!

A única realidade para mim são as minhas sensações. FP



"A única realidade para mim são as minhas sensações. Eu sou uma sensação minha. Portanto nem da minha própria existência estou certo. Posso está-lo apenas daquelas sensações a que eu chamo minhas.

A verdade? É uma coisa exterior? Não posso ter a certeza dela, porque não é uma sensação minha, e eu só destas tenho a certeza. Uma sensação minha? De quê?

Procurar o sonho é pois procurar a verdade, visto que a única verdade para mim, sou eu próprio. Isolar-se tanto quanto possível dos outros é respeitar a verdade."


Textos Filosóficos . Vol. II. Fernando Pessoa. (Estabelecidos e prefaciados por António de Pina Coelho.) Lisboa: Ática, 1968.

- 220.

A audácia da mudança!


Se cada um de nós, tentar fazer algo de diferente, se nos tentarmos renovar a cada dia que passa, se tivermos algum cuidado diário, pensando no que foi o nosso dia e em que podemos melhorar...talvez... talvez seja possível a mudança!!!!

O que sempre precisamos é de esperança.... e para termos esperança o factor que acho fundamental é o Tempo.

Tempo para corrigir, tempo para lutar por tempos melhores... E esse tempo só a nós nos compete gerir. Não nos podemos relaxar, agora não e tempo de descansar, agora é tempo de LUTAR. Ainda temos tempo para encontrar o nosso destino....SONHEM

Esperança para mim é ter a audácia de sonhar! Exercer essa nossa capacidade para além do físico para voarmos...

Alguns até poderão dizer que é uma perda de tempo....Idiotas.... Sonhar para termos esperança é um dos caminhos para sermos felizes. Temos de aprender a SER, homens ou mulheres sábios.

Ainda vamos a tempo de mudar o tempo que aí vem. Aí está a audácia da mudança!!


E no final poderemos todos dizer, nem que seja interiormente: Yes I can!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pasión

Takala

Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.

Anton Tchekhov

Paixão é como que uma infinidade de ilusões. Acaba por nos servir como um analgésico para a alma. As paixões funcionam de uma forma fantástica... Tanto podem levar o nosso barco a bom porto navegando por maravilhosas paisagens praias solarengas e óptimos pôr-de-sol ou então podem fazer com que o nosso barco naufrague..... No entanto nunca poderemos viver sem elas....

Obviamente que as paixões que chegam de repente, as grandes paixões trazem sempre consigo suspeitas
. Mas....
Sem as Paixões, não haveriam viagens, não haveriam aventuras e nem sequer novas descobertas...

Ora se
não se passou pela obrigação absoluta de obedecer ao desejo do corpo, isto é, se não se passou pela paixão, nada se pode fazer na vida.....


Outono


Finalmente o Outono chegou,

Agora, em vez de raios luminosos de sol caem folhas amareladas e já quase sem vida, tendo estas, aromas que não se apagam…

Respira-se a chuva … Os pensamentos leves do Verão dão lugar a pensamentos mais profundos…. A vida ganha uma intensidade mais densa e complexa nesta estação.

Agora surge este Outono como que olhasse para dentro da minha alma e sugerisse que devo prestar mais atenção aos desejos que tenho ignorado…

Sinto a percorrer a minha espinha a vontade de recolhimento.

Estanco o olhar na velhice das cores que coroam o silêncio que me rodeia.

Mais 1 ciclo começou …. Até à Primavera…altura em que renasço… tal como a figura mitológica da Fénix.

É nesta minha capacidade que me estranho, nestes ciclos me faço, refaço, baralho-me e surjo novamente como que com 1 nova identidade.

Nunca me repito….

Doces dias estes…

Para passeios solitários da alma,

O sol mais cedo se deita…

Outono…



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Fim de numa linha.... Inicio de um Mundo Novo

Há umas semanas atrás consegui concluir mais uma etapa na minha vida... Até ao dia 17 de Setembro aquele era o objectivo mais importante e mais desejado por mim...

Muitos me perguntam como me sinto... e muitos não compreendem a minha falta de efusividade. Claro que tive o meu momento de pico de felicidade, de orgulho e êxtase, mas depois reflicto e concluo que este é apenas um pequeno passo que eu tinha de dar.

Não é a vitória da minha vida é antes a que TINHA de conquistar para começar a viver de outra forma... Esta nova fase irá ser mais dura, mais exigente e consequentemente mais aliciante e mais fervorosa do que a que deixo para trás. Nem imaginam quanto....

Estou a crescer e esse sentimento é inexplicável...

Destarte, não poderão pensar que esta é uma vitória só minha... è a vitória de um grupo de pessoas.

Irei dividi-los nos que me ajudaram e nos que directa e/ou indirectamente acabaram por me "tentar prejudicar". Esses, confesso-vos desde já, invariavelmente tentaram e catarticamente não o conseguiram.

Daí tanto o meu grato apreço a todos os que ficaram comigo horas intermináveis enfiados numa biblioteca, os que partilharam comigo os medos e receios, os que me ajudaram e me ouviram, os que se tornaram melhores amigos devido a esta aflição, e aqueles que não tendo de o fazer me motivavam diariamente como se fossem os meus treinadores pessoais, nunca me deixando vacilar nem esquecer o objectivo maior.

Por outro lado terei de agradecer também aqueles que não me ouviram, aqueles que me tentaram prejudicar, aqueles que deveriam ter descido um lanço de escadas quando eu mais precisei.... A esses agradeço também porque me fizeram mais forte. Fizeram-me ter a certeza que sou capaz de cada vez mais e melhor..... E que em última instância, dependo apenas e só de mim...

Finalmente terei de agradecer ao Destino, pelas partidas que me pregou. Por me ter angustiado, por me ter feito quase fraquejar...
Mas foi como que com um pequeno golpe de genialidade que me obrigou a ter uma estratégia de superação pessoal, coisa que eu já não tinha há anos....


E o tempo passou...

Muita coisa mudou...

Mudou a minha forma de pensar...

Sou diferente....

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Livre Arbítrio


Muitas vezes o simples facto de termos de tomar decisões, fazem com que sintámos em nós sensações de dor, transmitida por um aperto no estômago ou então de uma corrente transversal de pensamentos que aparentemente não nos levam a decidir nada.
Assim torna-se mais fácil não decidir e adiar.
Nesses momentos em que nada mais resta somos capazes, de apelarmos ao destino, ou ao tempo, ou à oportunidade ou meramente a uma qualquer figura divina tendo como objectivo máximo que a decisão seja tomada por nós.
Nestas situações o livre arbítrio é o que mais deve ser tomado em conta. Ele teima em mostrar em cada um dos nossos passos que somos os únicos responsáveis pelos nossos caminhos e é ele (o livre arbitrio) que nos vai ajudar a traça-los;
Nunca saberemos qual o nosso futuro,
Nunca saberemos como é que o caminho que tomamos termina;
Mas, mesmo assim somos como que obrigados pela nossa mente a decidir.
E se por arte de qualquer virtude ou "desvirtude conceptual" o nosso fado escolhido for o errado? Como iremos nós ter consciência disso? Alguém nos irá comunicar? Será um amigo? Um inimigo? Um simples desconhecido?
Ou seremos nós mesmos a chegar a essa conclusão?
Será que há a eventualidade de o arrependimento chegar no futuro? Ou será que não?
Será que no futuro nos iremos conseguir justificar a nossa tal opção?
TALVEZ
A cada dia (ou qualquer outro limite temporal), o ciclo em que vivemos acaba e novamente seremos como que "forçados" a tomar decisões....
A cada escolha novas dores talvez mais intensas virão....
Mas onde fica o acaso? Onde fica o destino? Onde ficam eles no meio desta história a que chamamos vida?
Bem isso é a história para mais um novo dia.....


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tudo ligado à nossa existência acaba sempre por passar ... leve o tempo que levar...

Muitas vezes temos tendência a dizer simplesmente "isto passa...". Convencionamos semanas, dias, horas para que passe... Mas isto são apenas convenções humanas para sensações ou sentimentos que ultrapassam muitas vezes a nossa condição débil... sim porque atrás de qualquer rosto de traços firmes, por detrás de cada reacção mais agressiva todos nós temos a nossa fragilidade...Eu tenho-a mas não a revelo a ninguém...É só minha!!! Criámos barreiras psicológicas para nos tentarmos superar mas no entanto é mais fácil superar uma dor fisica do que um sentimento que não nos larga... eu sei-o e se calhar tu também o sabes.... Acabamos mais cedo ou mais tarde todos a sabê-lo!

Muitas vezes podemos sentir o nosso mundo a desabar, as lágrimas a cairem parecendo que tudo à nossa volta está a caminhar para a catárse...

NÃO ESTÁ!!! Devemos lutar contra os impulsos que nos levam de volta ao fosso... Devemos mostrar a nossa força SEMPRE mesmo que por momentos nada nos pareça igual e a realidade que construimos na nossa mente já não exista... Sim porque muitas vezes aquilo pelo que sofremos é uma mera ilusão que se calhar já existiu mas não existe mais... Ou então nunca existiu....

Já diz o anúncio de umas das marcas cuja publicidade é das mais controversas "TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS"...

Não somos detentores da última verdade, todos temos sonhos, ambições e objectivos que em algum ponto se tocam... Todos nós temos uma alma no nosso corpo... Todos nós pelo menos num momento na vida sofremos e por isso talvez sejamos todos iguais..................

Mas não é preciso ter receio pois se há coisas que podemos sempre planear há outras que só o tempo pode resolver não o tempo de horas, dias, segundos mas o NOSSO TEMPO...apenas e só o nosso tempo egoísticamente falando....

Mesmo assim muitas vezes o inevitável acaba sempre por acontecer....

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quem morre??

QUEM MORRE ?

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...

Morre lentamente quem se transforma em
escravo do hábito, repetindo todos os dias os
mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não
conversa com quem não conhece...

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de
um redemoinho de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos
uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Seguindo esta linha de pensamento hei-de morrer tarde e de uma só vez.....

Dono do meu próprio tempo...

Hoje dormi mal... A ânsia de um curso que está prestes a terminar anda a preocupar-me. Dirigi-me para a biblioteca daquela que é a minha segunda casa. Comecei a folhear as páginas e nenhum pensamento fluiu... Ás vezes é óptimo não ter nenhum pensamento a ocupar a nossa mente. Dizem os estudos que quem pensa demais perde até 16 anos de vida... Neste momento acho que já perdi 5 só por pensar demais...
Mas hoje nada me saía... Pensava em Penal e Trabalho e nada... Parecia uma mente inerte perdida no vazio. Será que é a pressão que me afecta? Não me parece. Este é o meu primeiro último desafio de uma etapa que não posso sequer desperdiçar. Não me passa pela cabeça porque eu gosto desta pressão. Faz-me mais forte, faz-me sentir ainda mais vivo pelo desafio que me cria.

De qualquer forma e como sou dono do meu tempo decidi fazer uma pausa de dez minutos....
Abri o meu portátil liguei-me à internet e pensei : "Mmmmm não me está a apetecer estudar acho vou até Waikiki ver como estão as coisas... depois ainda não satisfeito no meu regresso a "casa" decidi ainda viajar até à Grécia (perdi quase uma hora)

Esta liberdade não tem preço...

Resultado regenerei a minha mente, voltou a trabalhar como um belo relógio suiço e voltei a estudar motivado com as imagens destas belas zonas "perdidas" no nosso belo planeta... Fica a vontade de as visitar brevemente.... quem sabe.....