sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Evadir-me, esquecer-me, regressar
À frescura das coisas vegetais,
Ao verde flutuante dos pinhais
Percorridos de seivas virginais
E ao grande vento límpido do mar.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ela olha.
Ela escuta.
Ela indaga.

Nada acontece,
Nada lhe sucede.
Tudo carece.

Ela segue e tudo entende,
Que nada serve para olhar,
Nada serve para escutar,
E que não há nada que se possa indagar.

Tudo corre, tudo flui, e assim é, e assim será.


Uma dúvida.............
..........

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vazio


Hoje acordei com um enorme sentimento de Nada…

Acordei ao som do meu tormento…

Tentava pensar mas nada saía… Talvez fosse a minha mente e m estado de choque…

Não sei. …

Permite-me Ser


Deixa-me ser…

Deixa-me evoluir…

Não me prendas no teu querer!

Não tenhas a pretensão de definir por mim!

Não queiras o que eu não quero ser…

Não me espelhes nas tuas angústias…

Não ouças apenas as palavras que queres escutar….

Os nossos lados mais negros,

E os que nos rodeiam,

Trazem ecos distorcidos,

Como se falassem por nós!

Não permito que me amordacem a Alma

Simplesmente permite-me Ser!