quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Livre Arbítrio


Muitas vezes o simples facto de termos de tomar decisões, fazem com que sintámos em nós sensações de dor, transmitida por um aperto no estômago ou então de uma corrente transversal de pensamentos que aparentemente não nos levam a decidir nada.
Assim torna-se mais fácil não decidir e adiar.
Nesses momentos em que nada mais resta somos capazes, de apelarmos ao destino, ou ao tempo, ou à oportunidade ou meramente a uma qualquer figura divina tendo como objectivo máximo que a decisão seja tomada por nós.
Nestas situações o livre arbítrio é o que mais deve ser tomado em conta. Ele teima em mostrar em cada um dos nossos passos que somos os únicos responsáveis pelos nossos caminhos e é ele (o livre arbitrio) que nos vai ajudar a traça-los;
Nunca saberemos qual o nosso futuro,
Nunca saberemos como é que o caminho que tomamos termina;
Mas, mesmo assim somos como que obrigados pela nossa mente a decidir.
E se por arte de qualquer virtude ou "desvirtude conceptual" o nosso fado escolhido for o errado? Como iremos nós ter consciência disso? Alguém nos irá comunicar? Será um amigo? Um inimigo? Um simples desconhecido?
Ou seremos nós mesmos a chegar a essa conclusão?
Será que há a eventualidade de o arrependimento chegar no futuro? Ou será que não?
Será que no futuro nos iremos conseguir justificar a nossa tal opção?
TALVEZ
A cada dia (ou qualquer outro limite temporal), o ciclo em que vivemos acaba e novamente seremos como que "forçados" a tomar decisões....
A cada escolha novas dores talvez mais intensas virão....
Mas onde fica o acaso? Onde fica o destino? Onde ficam eles no meio desta história a que chamamos vida?
Bem isso é a história para mais um novo dia.....


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tudo ligado à nossa existência acaba sempre por passar ... leve o tempo que levar...

Muitas vezes temos tendência a dizer simplesmente "isto passa...". Convencionamos semanas, dias, horas para que passe... Mas isto são apenas convenções humanas para sensações ou sentimentos que ultrapassam muitas vezes a nossa condição débil... sim porque atrás de qualquer rosto de traços firmes, por detrás de cada reacção mais agressiva todos nós temos a nossa fragilidade...Eu tenho-a mas não a revelo a ninguém...É só minha!!! Criámos barreiras psicológicas para nos tentarmos superar mas no entanto é mais fácil superar uma dor fisica do que um sentimento que não nos larga... eu sei-o e se calhar tu também o sabes.... Acabamos mais cedo ou mais tarde todos a sabê-lo!

Muitas vezes podemos sentir o nosso mundo a desabar, as lágrimas a cairem parecendo que tudo à nossa volta está a caminhar para a catárse...

NÃO ESTÁ!!! Devemos lutar contra os impulsos que nos levam de volta ao fosso... Devemos mostrar a nossa força SEMPRE mesmo que por momentos nada nos pareça igual e a realidade que construimos na nossa mente já não exista... Sim porque muitas vezes aquilo pelo que sofremos é uma mera ilusão que se calhar já existiu mas não existe mais... Ou então nunca existiu....

Já diz o anúncio de umas das marcas cuja publicidade é das mais controversas "TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS"...

Não somos detentores da última verdade, todos temos sonhos, ambições e objectivos que em algum ponto se tocam... Todos nós temos uma alma no nosso corpo... Todos nós pelo menos num momento na vida sofremos e por isso talvez sejamos todos iguais..................

Mas não é preciso ter receio pois se há coisas que podemos sempre planear há outras que só o tempo pode resolver não o tempo de horas, dias, segundos mas o NOSSO TEMPO...apenas e só o nosso tempo egoísticamente falando....

Mesmo assim muitas vezes o inevitável acaba sempre por acontecer....

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quem morre??

QUEM MORRE ?

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...

Morre lentamente quem se transforma em
escravo do hábito, repetindo todos os dias os
mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não
conversa com quem não conhece...

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de
um redemoinho de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos
uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Seguindo esta linha de pensamento hei-de morrer tarde e de uma só vez.....

Dono do meu próprio tempo...

Hoje dormi mal... A ânsia de um curso que está prestes a terminar anda a preocupar-me. Dirigi-me para a biblioteca daquela que é a minha segunda casa. Comecei a folhear as páginas e nenhum pensamento fluiu... Ás vezes é óptimo não ter nenhum pensamento a ocupar a nossa mente. Dizem os estudos que quem pensa demais perde até 16 anos de vida... Neste momento acho que já perdi 5 só por pensar demais...
Mas hoje nada me saía... Pensava em Penal e Trabalho e nada... Parecia uma mente inerte perdida no vazio. Será que é a pressão que me afecta? Não me parece. Este é o meu primeiro último desafio de uma etapa que não posso sequer desperdiçar. Não me passa pela cabeça porque eu gosto desta pressão. Faz-me mais forte, faz-me sentir ainda mais vivo pelo desafio que me cria.

De qualquer forma e como sou dono do meu tempo decidi fazer uma pausa de dez minutos....
Abri o meu portátil liguei-me à internet e pensei : "Mmmmm não me está a apetecer estudar acho vou até Waikiki ver como estão as coisas... depois ainda não satisfeito no meu regresso a "casa" decidi ainda viajar até à Grécia (perdi quase uma hora)

Esta liberdade não tem preço...

Resultado regenerei a minha mente, voltou a trabalhar como um belo relógio suiço e voltei a estudar motivado com as imagens destas belas zonas "perdidas" no nosso belo planeta... Fica a vontade de as visitar brevemente.... quem sabe.....

domingo, 7 de setembro de 2008

Olímpicos


http://www.nytimes.com/interactive/2008/08/04/sports/olympics/20080804_MEDALCOUNT_MAP.html

(Neste link poderemos encontrar todos os resultados de todos os países em todos os jogos Olímpicos da Era Moderna. Um grande bem haja ao New York Times por estes infogramas)



Estes jogos foram vistos pela maioria da população portuguesa como a "salvação" de um ano medíocre tanto a nível económico como a nível social. E quando se deposita tantas espectativas num evento desportivo quando se falha a desgraça ainda é maior.

Vamos agora analisar factos. Portugal começou a sua participação Olímpica em 1912 em Estocolmo... Desde então foram precisos 72 anos para que Portugal pudesse festejar a sua primeira medalha de ouro... medalha essa conquistada com todo o mérito por Carlos Lopes em 1984 com 1 fantástico record apenas batido estes jogos Olímpicos.

Desde 1912 foram "apenas" conquistadas 22 medalhas... Como podemos nós exigir dos nossos atletas 6 medalhas de uma só vez? Não é com prémios por medalhas que resolvemos os nossos problemas... O nosso problema está nas bases. É preciso criar condições para os atletas treinarem, condições essas que não passam apenas pela criação de condições de treino! É inaceitável que campeões do mundo que treinam todos os dias recebam 1000 euros por mês de uma bolsa de estudo... É preciso criar condições para que possamos exigir resultados "à séria"... Como podemos nós ficar em êxtase com um segundo lugar num europeu de futebol e desiludidos com "apenas" duas medalhas olímpicas?

Não deveríamos nós em vez de exigirmos demasiado dos outros exigirmos mais de nós mesmos?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Porto......

Para a maioria dos portugueses Porto é sinónimo da segunda maior cidade portuguesa, sinónimo de Invicta...sinónimo de vinhos... Mas, para mim, Porto é sinónimo de CASA... É nesta cidade que vivo... é nesta cidade que me movo todos os dias...é nesta cidade que me sinto feliz...
Espero que quando chegar a hora da partida nunca me esqueça dos cheiros caracteristicos da fábrica de bolos... da vista maravilhosa da Foz... dos belos sitios que esta cidade tem para partilhar refeições sempre na melhor companhia... dos cafés num qualquer 17 andar de um qualquer hotel desta cidade...
Muitos dizem que é uma cidade cinzenta. Como o podem dizer? É porque não a conhecem... Não conhecem o pôr-do-sol do topo da ponte D. Luís quando conseguimos ter uma verdadeira noção dos tons de amarelo e vermelho dos telhados...
É preciso sentir o Porto à luz de um entardecer para o conhecer de verdade...

Esquecer esta cidade é um medo... Mas por mais distante que esteja desta bela cidade, penso que sempre que volte me vou sentir em casa porque nunca me hei-de despedir irei sempre dizer um até já....


Fernando Pessoa....

Para começar este blog da melhor forma sinto que teria de fazer uma honrosa menção a quem tanto influenciou a nossa cultura. Vou deixar de lado os seus dados bibliográficos pois esses são facilmente encontrados num qualquer motor de busca que segundo um dos nossos Ministros "estupidifica" a nossa cultura....

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)

Esta frase tem-me feito pensar muito nos últimos tempos... Afinal o que são momentos inesqueciveis? Serão momentos fruto de alguma programação ou serão simplesmente aqueles momentos que simplesmente acontecem? Será que a espontaneidade deve ser a forma com que regemos a nossa vida? Será que o acaso é a melhor forma de sermos felizes? Será???? Será que é possível ter um momento inesquecível sozinho? Não vos vou dar a resposta a nenhuma destas perguntas... Mas espero que reflictam sobre elas.....

Pessoas inesqueciveis... Será que existem? Certamente que sim mas sempre numa perspectiva individualizada... Uma pessoa pode ser inesquecivel para uns e um vulgar ser humano para outro... Aí meus caros reside toda a beleza da natureza humana... Encontrar alguem que consideremos inesquecícel e guardarmos essa pessoa no nosso coração por mais distante que ela esteja no momento, ou por quanto tempo não a vejamos.... Para conseguirmos ver quem é quem devemos observar com os nossos próprios olhos... Criar a nossa própria opinião...

Fica aqui o meu apelo vivam intensidade do acontecimento, num momento inesquecível, vivenciando coisas inexplicáveis com alguém incomparável...

O Rosto atrás do Blog


Pois é finalmente chegou o momento onde a maturidade atinge a paciência e dedicação para criar um espaço meu....Aqui irei partilhar pequenos pedaços, retalhos da minha criação assim como um apelo a tudo o que capte a minha atenção... Insignificante para os outros pode ser importante para mim e se assim o considerar vou partilhá-lo... Nessa teia de considerações torna-se compreensível a criação deste blog.

Nesta linha de pensamento decidi dar um rosto a este blog...pois este mundo está cheio de críticas e comentários covardes escondidos por detrás de um monitor e de um teclado... Devemos ser responsabilizados pelo que dizemos e acima de tudo devemos sustentar o que dizemos. Assim e lembrando o célebre processo de difamação de Sócrates a um blogger, posso dizer este é o rosto que podem processar...este é o rosto que podem amar ou odiar...louvar ou insultar....

Eu sou Mário Paiva e sou o rosto deste belo Sortido de Canela com Pedaços de Amor.